Há dias para escolher tomates na banca e dias em que abrir um saco de ervilhas resolve uma parte do jantar. Nenhum deles precisa de um juízo sobre quem cozinha. Para comer mais hortícolas, a conveniência pode ser uma aliada: ter alguma coisa disponível quando chega a hora de comer.

O NHS inclui explicitamente fruta e hortícolas congelados, frescos e em conserva na sua orientação de consumo diário. Também contam os hortícolas incorporados em sopas, estufados ou massas. Não têm de chegar crus, separados e impecavelmente dispostos no prato para terem lugar numa alimentação variada.

Convém distinguir o alimento da preparação. Um saco de brócolos e uma refeição com brócolos e molho não são equivalentes só por ocuparem o mesmo corredor. O NHS recomenda consultar no rótulo o sal, o açúcar e a gordura dos preparados. Ler essa informação ajuda a escolher; não obriga a classificar o jantar como uma vitória ou uma falha.

A British Dietetic Association sugere manter hortícolas congelados ou em conserva na despensa e no congelador pela sua disponibilidade e conservação. Em casa, pode significar combinar espinafres com o que já estava planeado ou acrescentar uma mistura de hortícolas à sopa. São ideias de utilização, não receitas testadas nem promessas sobre o resultado.

Isto não estabelece um vencedor entre fresco e congelado, nem afirma que todos os produtos têm exatamente a mesma composição. Retira um obstáculo: o formato, por si só, não decide a qualidade da mesa. Escolher o que cabe no orçamento, no tempo e no gosto também faz parte de conseguir cozinhar.